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MP vai aos endereços "Cachorrão"na segunda fase da operação que investiga milícia dentro de Batalhão

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
27 de nov. de 2020
1 min de leitura

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou na manhã desta sexta-feira (27/11) a segunda etapa da “Operação Alcateia”, que visa desarticular um esquema de milícia instalado dentro do batalhão da Polícia Militar de Paulo Afonso, a 469 km de Salvador. Extorsões, homicídios, ameaças e torturas que teriam sido praticados por policiais militares entre os anos de 2017 e 2019 estão sendo investigados.


Nesta fase, segundo o MP-BA, foram expedidos 11 mandados de prisão preventiva contra policiais militares, além de cinco mandados de busca e apreensão em Paulo Afonso, Lauro de Freitas, Camaçari e Salvador, inclusive com nova coleta de provas nos endereços de um oficial de alta patente, ex-comandante do 20º BPM, que já se encontra afastado das funções públicas por força de medida cautelar anteriormente deferida.


O oficial citado pelo MP é o tenente-coronel Carlos Humberto Moreira, um dos alvos da "Operação Alcateia". A situação foi denunciada pelo Aratu On em julho deste ano com base em um inquérito em curso na própria corporação. Na ocasião, o então chefe do 20º BPM - que se denomina "Cachorrão" - foi apontado como "líder do grupo criminoso". Além dele, é citado também no processo o nome de um outro oficial, o capitão Rodolfo Vieira.


A ação conta com a participação do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Grupo Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), além de promotores criminais de Paulo Afonso e da Auditoria Militar em conjunto com a força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Combate a Grupos de Extermínio e Extorsões. AratuOn.

 
 
 

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