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Mês da Consciência Negra: SEI divulga análise sobre desigualdade racial na Bahia

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 20 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

 Nesta quinta-feira (20) é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, data que marca a morte do líder quilombola Zumbi dos Palmares, feriado nacional aprovado em dezembro de 2023, pelo Congresso, sancionado no mesmo ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Para marcar o Mês da Consciência Negra, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulga um panorama sobre a desigualdade racial no estado, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC/IBGE, 2024).


O levantamento mostra que a Bahia é a segunda unidade federativa com maior proporção de população negra do país, com 80,7% dos baianos autodeclarados pretos ou pardos. E com 24,4% da população autodeclarada de cor preta em 2024, a Bahia se confirma como a unidade da Federação com o maior percentual de pretos do país.


A análise da SEI destaca contrastes marcantes em educação, trabalho, renda e acesso a oportunidades. Embora os negros representem 81,9% da força de trabalho baiana, são também maioria entre desempregados, desalentados e trabalhadores informais.


A taxa de desocupação entre negros (11,1%) supera a dos brancos (9,5%), diferença que se acentua entre mulheres negras, cuja taxa chega a 14,6%. A renda também expõe o descompasso: em 2024, trabalhadores brancos ganharam, em média, 52,3% a mais que negros no estado.


No recorte educacional, apenas 11,1% dos negros baianos tinham 16 anos ou mais de estudo, frente a 20,3% dos brancos. Segundo a SEI, os dados reforçam que, apesar de avanços, as desigualdades raciais permanecem estruturais e exigem políticas públicas contínuas para garantir equidade social e econômica na Bahia.


Revela o estudo que, mesmo que progressos possam ser reconhecidos, há ainda muitos desafios e, portanto, espaço para melhorias que transformem positivamente a realidade da população negra.


As desigualdades que fragilizam e, até mesmo, marginalizam e excluem pretos e pardos persistem no seio da sociedade brasileira e não podem ser negligenciadas – ainda mais na Bahia, território geográfico cuja identidade singular tem influência marcante da população negra.


Sem dúvidas, além da conscientização da existência de disparidades raciais, o fortalecimento de políticas públicas relacionadas ao tema se configura em estratégia fundamental para a construção de uma sociedade mais igualitária. g1


 
 
 

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