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Nova lei da cadeirinha passa a valer no dia 12 de abril e reforça segurança para crianças; confira.

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
2 de abr. de 2021
2 min de leitura

Quem possui um carro e tem filho de até 10 anos, precisa ficar atento. A nova lei que muda as regras para o uso da cadeirinha passa a valer no dia 12 de abril e quem for flagrado desrespeitando a medida pode ser multado em R$ 293,47 e perder 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).


Ao contrário do que se pensava em 2020, as exigências quanto aos protocolos para proteger os pequenos foram ampliadas, o grau da infração continua como gravíssimo e a multa faz jus à infração. Durante o proceso de tramitação da lei, até o fim do uso obrigatório do equipamento e outros dispositivos de retenção foram discutidos.


Na nova lei, além de considerar a idade para crianças que devem fazer uso desses dispositivo – até 10 anos –, o Código de Trânsito Brasileiro coloca a altura como um elemento essencial para liberação ou não do protocolo. Isso porque, além de ter mais de 10 anos, as crianças precisam ter, pelo menos, 1,45m de altura para dispensarem os dispositivos porque, segundo estudos científicos, menores abaixo dessa altura não conseguem usar o cinto de segurança de maneira correta, passando pelo tórax e o ombro.


Outra alteração foi a ampliação da idade mínima dos menores que podem ser conduzidos em motocicletas. Antes, quem tinha 7, já poderia andar na garupa. Agora, só crianças a partir dos 10 anos podem ser transportadas em uma moto. Soluções que apertam ainda mais o cinto quanto a segurança no trânsito para menores e, por consequência, agradam aos pais.


Rigidez bem-vinda

Mesmo quem não segue adequadamente as normas de trânsito viu com bons olhos as mudanças. Uma mãe, que não quis se identificar, afirmou que, além do cinto de segurança, não usa nenhum dispositivo apropriado para o filho de 6 anos, mas entende a importância de melhorar a segurança dele dentro do veículo.


“Ele parou de usar quando deu uma crescida, infelizmente. Sei que é errado, mas a gente acaba se descuidando disso, parando de usar na correria do dia a dia. Mas não tenho nem como questionar essas mudanças, acho que tudo que aumente a segurança é para o bem dos nossos pequenos e deve ser seguido”, afirmou, ressaltando que pretende voltar a seguir as determinações de trânsito.


Ariadny Araújo, 25 anos, que também concorda que as determinações otimizam a segurança dos pequenos dentro dos veículos, faz diferente da última mãe. Ela, que é mãe do pequeno Afonso, de 4 anos, não abre mão do uso dos dispositivos de segurança. Para ela, considerar a altura para o uso de cadeirinhas e assentos é uma decisão acertada.


“Eu acho que é fundamental porque a criança tira muito a atenção dos pais. No meu caso, quando ele chora, ele tira um pouco da minha e, nesses momentos, qualquer movimento que ele fizesse tentando abrir porta, vidro ou qualquer coisa elevaria muito a minha preocupação. Pra mim, quanto mais rígida a segurança, melhor. Criança não tem nenhuma noção de perigo”, opinou.

Leia a matéria original em Correio.

 
 
 

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