Operação desarticula grupo suspeito de extorquir provedores de internet - Em Simões Filho e F. de Santana/BA
- Vandinho

- há 8 minutos
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Dois homens foram presos nesta última quarta-feira (8) durante a Operação Reconectando, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia, que investiga uma organização criminosa suspeita de praticar extorsão e lavagem de dinheiro contra empresas provedoras de internet.
As prisões ocorreram nos municípios de Simões Filho e Feira de Santana, onde também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso obrigava proprietários e funcionários de provedores de internet a realizar pagamentos periódicos para que os serviços pudessem funcionar normalmente.
Para intimidar as vítimas, os suspeitos promoviam o corte de cabos de fibra óptica, interrompiam os serviços de telecomunicação e impediam a atuação das equipes responsáveis pela manutenção da rede.
Ainda segundo a Polícia Civil, as ordens para a prática dos crimes eram repassadas pelas lideranças da organização por meio de videoconferências.
Em Feira de Santana, foi preso um homem de 33 anos, apontado como gerente das atividades criminosas no município. Conforme a investigação, ele utilizava um estabelecimento comercial para ocultar os valores obtidos com as extorsões. O suspeito possui antecedente por tráfico de drogas.
Já em Simões Filho, os policiais prenderam um homem de 26 anos, identificado como responsável pela arrecadação dos valores pagos pelas vítimas e pelo repasse do dinheiro aos demais integrantes da organização.
Um terceiro investigado, apontado como líder do grupo e responsável por coordenar as ações criminosas à distância, segue foragido.
As investigações indicam que a organização criminosa movimentava mais de R$ 100 mil por mês com as extorsões.
Em um dos casos apurados, uma empresa teria sido obrigada a desembolsar R$ 18 mil em apenas um mês para continuar operando.
A apuração foi iniciada em setembro de 2025 e continua para identificar outros envolvidos, calcular os prejuízos causados às empresas vítimas e rastrear a movimentação financeira da organização.
A Polícia Civil também solicitou à Justiça a quebra dos sigilos bancário, telefônico e de dados dos investigados.




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