Patrimônio histórico:escultura de Nossa Senhora de Santana foi feita por Alemão exilado da 2ª Guerra


No quintal de um sindicato inativo, está um dos símbolos de um passado quase esquecido de Maracás. É a escultura de Nossa Senhora Santana, feita a cimento e cal pelo antigo morador daquela casa, um alemão que chegou na região em 1943 com 200 compatriotas. Todos foram embarcados até lá pelo governo baiano para viver, isolados do mundo exterior, em um campo de concentração.
João Bunge, criador da escultura, nome abrasileirado do escultor, teve o ateliê destruído no bairro do Garcia, em Salvador, por militares, no início de 1943. Com receio de novas represálias, apresentou-se à Vila Militar do Dendezeiros para que fosse levado a Maracás. O auto-exílio de Bunge ilustra as complexidades do que aconteceu na Bahia.
A aposentada Erika, filha do alemão, rememora essa época. O que diz hoje é uma miscelânea do que viveu, ouviu e leu nas cartas escritas pelo pai, guardadas por ela em casa, em Jequié, a 91 quilômetros de Maracás. Na infância, Erika lembra de enfrentar a resistência dos colegas, que rapidamente cedeu para a amizade.
Erika Bunge diz: "Meu pai era apaixonado por Maracás, nós também. Primeiro porque ele amava natureza. Nunca vi meu pai falar que não gostava de alguma coisa. Para minha mãe, foi mais difícil, estava muito acostumada a uma grande cidade."





É vdd que essa santa tá rachada?