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PF aponta que Cid buscou orientação jurídica em tentativa de golpe

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
18 de jun. de 2023
2 min de leitura

A Polícia Federal concluiu que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “reuniu documentos com o objetivo de obter o suporte jurídico e legal para a execução de um golpe de Estado“.


A suspeita surgiu depois de análise de dados e mensagens no aparelho celular do militar, conforme relatório divulgado da investigação da PF.


O documento dos investigadores aponta ainda que “o investigado compilou estudos que tratam da atuação das Forças Armadas para a garantia dos Poderes Constitucionais e GLO [Garantia da Lei e da Ordem]. Os documentos tratam da possibilidade de emprego das Forças em caráter excepcional destinado a assegurar o funcionamento independente dos Poderes”.


Durante a análise, também foi identificado que Cid utiliza um vídeo de um jurista que endossa teses de natureza golpista com base no artigo 142 da Constituição.


Além disso, a descoberta de um documento anônimo enviado de um número atribuído a Cid resultou na elaboração do relatório da Polícia Federal (PF). Segundo as investigações, em 28 de novembro de 2022, após a derrota de Bolsonaro nas eleições, Cid enviou três imagens que chamaram a atenção dos policiais.


“Diante de todo o exposto e para assegurar a necessária restauração do Estado Democrático de Direito no Brasil, jogando de forma incondicional dentro das quatro linhas, com base em disposições expressas da Constituição Federal de 1988, declaro o estado de sítio e, como ato contínuo, declaro operação de Garantia da Lei e da Ordem”, estava escrito nas imagens.


Esse foi um dos pontos que convenceu a PF sobre a intenção golpista das mensagens. “Os referidos estudos possivelmente serviram de fundamento para a confecção de uma minuta de decretação de Estado de Sítio e Garantia da Lei e da Ordem – GLO, identificada no aplicativo WhatsApp de Mauro Cesar Cid”, afirma o delegado Fábio Alvarez Shoir, no relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Tarde


 
 
 

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