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PF aponta repasses de R$ 11 milhões à esposa do senador Weverton Rocha

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    Vandinho
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Polícia Federal (PF) apontou, em documentos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta terça-feira (4), que a esposa do senador Weverton Rocha (PDT-MA), Samya Lorene de Oliveira Bernardes Rocha, recebeu mais de R$ 11 milhões de empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz.


A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).


Segundo a decisão, os investigadores apuram um suposto esquema, em funcionamento desde 2023, para ocultar ou dissimular a origem e a titularidade de recursos provenientes de possíveis infrações penais.


De acordo com a PF, conversas extraídas de um celular atribuído ao senador indicam cobranças pela liberação de pagamentos, incluindo uma transferência de R$ 500 mil. Em uma das mensagens, uma interlocutora informa que o valor já havia sido depositado na conta pessoal de Samya.


A investigação também cita a aquisição de um imóvel no Lago Sul, em Brasília, avaliado em R$ 6 milhões.


Conforme o relatório, Weverton teria participado das negociações para a compra, mas a propriedade foi registrada em nome da empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A, ligada a Willer Tomaz.


Para a PF, a diferença entre a titularidade formal do bem e seu suposto beneficiário é um dos principais pontos da apuração.


Os investigadores afirmam ainda que o senador exercia papel central no suposto esquema, indicando beneficiários, cobrando pagamentos e acompanhando movimentações financeiras e patrimoniais.


A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, incluindo endereços de familiares do parlamentar.


Em nota, Weverton Rocha afirmou que não tem "nada a esconder" e disse que todas as movimentações financeiras investigadas foram declaradas à Receita Federal.


O senador também ressaltou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra as buscas envolvendo seus familiares.


Já o advogado Willer Tomaz declarou que foi alvo de busca apenas por ser proprietário de uma aeronave utilizada pelo senador e afirmou não ser investigado na Operação Sem Desconto nem possuir relação com o esquema de fraudes apurado pela PF. Metro1


 
 
 

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