PGR apoia pedido de Moraes para tornar público processo sobre Banco Master; confira


A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, nesta segunda-feira (14), que seja levantada a restrição de acesso ao processo Pet 15.645, que contém informações sobre o sistema de pagamentos relacionado ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master.
O pedido para liberar o conteúdo foi feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no domingo (13).
A solicitação chegou ao presidente da Corte, Edson Fachin, que consultou a PGR antes de tomar uma decisão.
O vice-procurador-geral Hidenburgo Chateaubriand informou que o órgão não sabia da existência da ação e que ela nem sequer estava disponível para consulta pela Procuradoria no sistema do Supremo.
Mesmo assim, avaliou que o conteúdo deveria ser liberado por ser considerado relevante por Moraes para que os ministros tenham conhecimento completo do caso antes da sessão marcada para terça-feira (15).
Segundo Moraes, a petição foi encaminhada por prevenção ao ministro André Mendonça e reúne informações consideradas fundamentais para a análise que será feita pelo STF.
O julgamento de terça-feira tratará das mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. De acordo com informações obtidas pela CNN, o processo também apresenta dados relacionados à estrutura de pagamentos do empresário e do Banco Master.
A discussão sobre o acesso aos documentos faz parte de uma disputa no Supremo a respeito de quais materiais das apurações envolvendo o Banco Master devem ser disponibilizados aos ministros.
Na sexta-feira (11), Mendonça retirou a restrição de acesso de dezenas de procedimentos após pedidos da PGR e de integrantes da Corte por maior transparência sobre o conteúdo das investigações.
Moraes já havia questionado a divulgação parcial dos arquivos e afirmado que documentos e dados digitais ainda não haviam sido disponibilizados aos magistrados.
Entre os materiais em discussão estão informações extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes solicitaram acesso completo ao conteúdo antes da sessão de terça-feira(15). CNN





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