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PGR solicita venda de jatinho e carros de Cameli, suspeito de lavagem de dinheiro

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
30 de ago. de 2023
2 min de leitura

O subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos requereu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a venda de um avião e cinco carros de luxo do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), investigado na Operação Ptolomeu como suposto líder de um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na cúpula da administração estadual.


Conforme laudo da Polícia Federal, os bens que o Ministério Público quer alienar resultariam em um embolso de R$ 4,5 milhões. O pedido será analisado pela ministra Nancy Andrighi, relatora do inquérito no STJ.


O governador do Acre está no centro de uma investigação que apura suspeita de desvios de recursos públicos em obras de infraestrutura e manutenção de unidades de saúde e escolas, além de fraudes em contratações, superfaturamento de contratos, pagamentos de propinas e lavagem de dinheiro.


Cameli foi o alvo principal da terceira etapa da Ptolomeu, deflagrada em março. A Polícia Federal suspeita que o governador tenha comprado carros e imóveis para lavar dinheiro.


Agora, o Ministério Público Federal pede que os bens do governador sejam colocados à venda, antes mesmo de eventual denúncia ou condenação.


A justificativa é a dificuldade em manter os itens acautelados pela Justiça: Chevrolet Cruze com blindagem - avaliado em R$ 195,9 mil; Land Rover Discovery - avaliado em R$ 530 mil; VW Jetta - avaliado em R$ 185,8 mil; BMW X6 XDrive - avaliado em R$ 102,6 mil; VW Amarok CD - avaliado em R$ 176,4 mil; aeronave Beech Aircraft 8 - avaliada em R$ 3,4 milhões.

Lei


O subprocurador sustentou ao STJ que a possibilidade de alienação antecipada está prevista na Lei de Lavagem de Dinheiro. Caso o governador seja condenado, o valor seria convertido para a Fazenda Pública. Se Cameli for absolvido, o montante seria devolvido.


O laudo da PF estimou também os valores de imóveis do governador, entre eles uma casa em Rio Branco estimada em R$ 3,1 milhões e um apartamento em São Paulo estimado em R$ 4,2 milhões.

A reportagem não havia conseguido contato com a defesa de Cameli até a noite de ontem. Estadão



 
 
 

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