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Planeta em órbita de estrela morta antecipa o que acontecerá com a Terra após o fim do Sol

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
19 de out. de 2021
2 min de leitura

A descoberta de um planeta distante que parece Júpiter orbitando uma estrela morta revela o que pode acontecer com o nosso sistema solar quando o Sol morrer em cerca de 5 bilhões de anos, segundo um novo estudo.


Esta dupla foi encontrada a 6.500 anos-luz de distância, perto do centro de nossa galáxia, a Via Láctea. O emparelhamento é inesperado porque este exoplaneta gigante gasoso com uma massa semelhante à de Júpiter está orbitando uma anã branca.

Uma anã branca é o que resta depois que uma estrela semelhante ao Sol se transforma em gigante vermelha durante a evolução da estrela. Os gigantes vermelhos queimam seu combustível de hidrogênio e se expandem, consumindo todos os planetas próximos ao seu caminho.


Depois que a estrela perde sua atmosfera, tudo o que resta é o núcleo colapsado, se tornando uma anã branca. Esse remanescente, que geralmente é do mesmo tamanho da Terra, continua a esfriar por bilhões de anos.

Ao observar o novo sistema, os pesquisadores foram capazes de determinar que o planeta e a estrela se formaram na mesma época e que o planeta sobreviveu à morte da estrela. O planeta está a cerca de 2,8 UA da estrela. Uma UA (unidade astronômica) é a distância entre a Terra e o Sol, ou seja, 148 milhões de quilômetros.

Até este momento, os cientistas acreditavam que os planetas gigantes gasosos precisavam estar muito mais distantes para sobreviver à morte de uma estrela semelhante ao sol.

Mas, as descobertas do novo estudo, publicado quarta-feira (13) na revista Nature, mostram que os planetas podem sobreviver a esta fase incrivelmente violenta da evolução estelar e apoiar a teoria de que mais da metade das anãs brancas provavelmente têm planetas semelhantes orbitando-as.

“Esta evidência confirma que os planetas orbitando a uma distância grande podem continuar a existir após a morte de sua estrela”, disse Joshua Blackman, principal autor do estudo e pesquisador de pós-doutorado em astronomia na Universidade da Tasmânia, na Austrália, em um comunicado.

 
 
 

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