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Polícia Federal mira deputada e associação do Ceará em nova fase da Operação Sem Desconto

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • há 43 minutos
  • 2 min de leitura
Deputada federal Gorete Pereira | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Deputada federal Gorete Pereira | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Indébito — um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de desvios não autorizados em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.


A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os alvos da operação. Ela passou a ser monitorada com tornozeleira eletrônica, segundo informações obtidas pela TV Globo.


Também durante a operação, a PF prendeu um empresário e a ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará, que são investigados por envolvimento no esquema.


Durante a operação, a PF também cumpriu mandados contra o diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev. Ele foi afastado do cargo. Outros três servidores do INSS também foram afastados das funções no órgão, mas não tiveram os nomes divulgados.


🔎As investigações da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU) revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.


A defesa do empresário afirma que “considera a prisão preventiva decretada medida desnecessária e desproporcional”. Procuradas pela TV Globo, as defesas das demais investigadas não se manifestaram


Os mandados judiciais foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em procedimentos sob relatoria do ministro André Mendonça.


O objetivo, de acordo com a PF, é aprofundar as investigações da Operação Sem Desconto, para esclarecer a prática de diversos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.


Segundo as investigações, a parlamentar teria participado ativamente das fraudes e recebeu amplamente recursos originados nos desvios. Ela também teria aberto empresas em nomes de laranjas para facilitar o esquema.


 
 
 

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