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Possível chapa com ACM Neto pode levar Zé Cocá a renunciar à Prefeitura de Jequié

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 14 de mar.
  • 2 min de leitura

O calendário eleitoral começa a movimentar os bastidores da política baiana e pode provocar mudanças importantes em administrações municipais.


O prazo para a chamada desincompatibilização eleitoral — quando ocupantes de cargos públicos precisam deixar suas funções para disputar eleições — termina no dia 4 de abril, conforme estabelece o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


A regra determina que ministros, governadores, prefeitos e outros ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar cargos diferentes nas eleições de 2026 devem renunciar aos atuais mandatos até essa data. Caso contrário, passam a ser considerados inelegíveis.


Em Jequié, o tema ganhou força nas últimas horas com as especulações envolvendo o prefeito Zenildo Brandão, conhecido como Zé Cocá.


O gestor é citado nos bastidores políticos como possível candidato a vice-governador na chapa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que é apontado como provável candidato ao Governo da Bahia pela oposição.


De acordo com informações divulgadas pela imprensa da capital, a definição do nome de Cocá para compor a chapa majoritária poderia ocorrer já na próxima semana. Para isso, porém, o prefeito teria que deixar o comando da Prefeitura de Jequié dentro do prazo legal estabelecido pelo TSE.


Publicamente, Zé Cocá tem afirmado em entrevistas que pretende cumprir o mandato até o final, afastando, por enquanto, a possibilidade de renúncia. Mesmo assim, as movimentações políticas em Salvador e o fortalecimento das articulações da oposição continuam alimentando as especulações sobre uma possível mudança de rumo.


Analistas políticos avaliam que o cenário pode ter começado a ser desenhado ainda durante as eleições municipais, quando Cocá indicou seu sobrinho para compor a chapa como vice-prefeito — movimento visto por muitos como uma estratégia para garantir continuidade administrativa caso o prefeito viesse a disputar um cargo estadual.


A legislação eleitoral também estabelece a obrigatoriedade de desincompatibilização para outras funções públicas, incluindo magistrados, secretários estaduais, membros de tribunais de contas e dirigentes de empresas e fundações públicas.


Em todos os casos, o afastamento deve ocorrer seis meses antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O objetivo é evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas.


Com o prazo se aproximando, cresce a expectativa em Jequié e na política baiana sobre a decisão de Zé Cocá. Caso confirme a candidatura como vice-governador, a cidade passará por uma transição administrativa, abrindo um novo capítulo no cenário político regional. Por Marcos Cangussu


 
 
 

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