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Prefeitura restringe acesso a Cachoeira dos Prazeres; medida limita acesso ao local em determinados dias - Em Jiquiriçá/BA

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Cachoeira dos Prazeres, um dos principais cartões-postais do Vale do Jiquiriçá, voltou ao centro de debates após mudanças na forma de acesso ao espaço. A Prefeitura de Jiquiriçá determinou que a visitação ao local aconteça apenas aos sábados, domingos e feriados, dentro do modelo de gestão privada implantado na área.


A medida já está em vigor e faz parte da concessão do espaço à iniciativa privada, firmada ainda na gestão do ex-prefeito João Fernando Alves, conhecido como Cascalho. O contrato prevê administração da área por dez anos pela empresa RDS Serviços Ltda., do município de Valença, com validade até novembro de 2034.


A decisão tem provocado repercussão entre moradores, comerciantes e ambientalistas. Parte da população teme que a cobrança de ingresso e as restrições de acesso acabem dificultando a visitação por famílias de baixa renda e alterem o uso tradicional do espaço, considerado patrimônio natural e importante ponto turístico da região.


Além das críticas sobre possível elitização do acesso, também existem preocupações relacionadas à preservação ambiental e ao equilíbrio entre exploração turística e conservação da bacia hidrográfica do Rio Jiquiriçá.


Segundo o modelo adotado, a concessionária será responsável pela organização do fluxo de visitantes, manutenção da infraestrutura e implementação de ações de sustentabilidade, incluindo controle de resíduos, preservação da mata ciliar e limitação do número de pessoas para evitar superlotação.


Entre as mudanças implantadas estão horários fixos de visitação e restrições à entrada de recipientes de vidro e materiais que possam gerar grande volume de lixo.


Os valores cobrados variam de acordo com a origem do visitante. Para turistas em geral, o ingresso custa R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada. Já moradores de municípios do Vale do Jiquiriçá e do Recôncavo Baiano pagam R$ 15 na inteira e R$ 7,50 na meia.


O caso também é acompanhado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, que monitora processos desse tipo para verificar o cumprimento do plano de manejo ambiental e garantir que não haja restrições abusivas ao acesso público.


A reportagem tentou contato com o prefeito Lucas de Deraldo, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Voz da Bahia


 
 
 

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