Primeira advogada trans da Bahia é presa em investigação sobre facções; confira


Nesta sexta-feira (03), nove advogados foram detidos durante a operação Sintonia de Gravata, que visa desmantelar uma rede ligada a facções que operam no sistema carcerário da Bahia. Entre os detidos, encontra-se Fernanda Borges, a primeira advogada transsexual do estado.
A especialista em direito ocupava a presidência da Comissão de Diversidade da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA). As autoridades policiais não revelaram a extensão do envolvimento dela no esquema ilícito. Junto com a advogada, outros profissionais da advocacia foram detidos:
Tamires Felix Alves Silva, Luan Mascarenhas de Souza, Izabela da Silva de Oliveira, Maria Mariana Batista de Oliveira, Maria Tereza Novaes Martins, Ícaro Cardoso Viana, Luã Santos da Costa, Raiza Araújo da Silva.
A ação foi iniciada pela Polícia Civil em colaboração com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), junto às Secretarias Estaduais de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e Segurança Pública (SSP).
O foco é desmantelar organizações criminosas que operam dentro do sistema carcerário. No total, 22 mandados de prisão preventiva foram executados em seis cidades da Bahia: Serrinha, Salvador, Camaçari, Barreiras, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
De acordo com o MP-BA, os investigadores identificaram a atuação de organizações criminosas ligadas ao tráfico de entorpecentes, bem como à compra, distribuição, posse e armazenamento de armamento pertencente a facções.
Além disso, foi observada a colaboração entre membros detidos e indivíduos em liberdade. Foram executados 15 mandados de busca e apreensão emitidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis.
No decorrer da execução das determinações judiciais, foram confiscados laptops, smartphones e uma variedade de documentos que poderão auxiliar na ampliação das investigações e na identificação de possíveis outros participantes na trama criminosa.
Dentro das providências cautelares concedidas pela Justiça, decidiu-se pela restrição de ativos financeiros dos suspeitos, estabelecendo um valor mínimo de R$ 10 milhões.
A equipe de investigação também obteve a suspensão de veículos, propriedades, embarcações e aeronaves pertencentes aos investigados. O intuito é evitar a movimentação de recursos relacionados a atos ilegais.
A Comissão de Prerrogativas da OAB-BA foi convocada para observar as ações, embora sem ter acesso a informações específicas, recebendo apenas um ofício amplo.
A seccional da Bahia solicitou esclarecimentos à Polícia Civil para iniciar um procedimento ético-disciplinar contra os participantes. A OAB-BA acompanhará a apuração do incidente, “defendendo o devido processo legal, com respeito às prerrogativas da advocacia” Mídia Bahia





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