Protestos contra custo de vida reúnem 320 mil pessoas e terminam em confrontos - Na França


Protestos contra o alto custo de vida, a inflação e a precariedade dos serviços públicos reuniram 320 mil pessoas em diversas cidades da França neste sábado (31).
As manifestações terminaram em confrontos com a polícia em Paris, Lyon, Toulouse e Marselha.
Na capital francesa, agentes da polícia de choque avançaram para dispersar grupos de manifestantes. Também houve uso de gás lacrimogêneo em Lyon e Toulouse.
Segundo o Ministério do Interior francês, 70 mil pessoas participaram dos atos em Paris. A adesão foi menor que nos dois sábados anteriores, quando foram registrados 410 mil e 550 mil manifestantes, respectivamente.
De acordo com a Reuters, os protestos reuniram estudantes, sindicatos e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos. Os manifestantes criticam o aumento dos preços dos combustíveis, a inflação e as dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias.
As mobilizações também inspiraram atos liderados por jovens da chamada Geração Z em outros países europeus.
Protestos começaram com estudantes
As manifestações ganharam força no fim de setembro, durante as negociações do orçamento de 2027 pelo governo do presidente Emmanuel Macron.
Inicialmente, estudantes protestavam contra a superlotação nas escolas, a piora das condições de ensino e o sistema de admissão nas universidades.
Posteriormente, sindicatos e integrantes dos Coletes Amarelos aderiram ao movimento, que também cobra medidas para reduzir o custo de vida.
Segurança reforçada
O governo francês reforçou o esquema de segurança após os distúrbios e saques registrados em 17 de outubro, que deixaram lojas, empresas e prédios públicos danificados.
Neste sábado, o Ministério do Interior informou que grupos considerados radicais tentaram provocar vandalismo e saques em cidades como Bordeaux, Toulouse, Lyon e Marselha, mas foram contidos pelas forças de segurança.
As autoridades também adotaram restrições a manifestações em Paris e alertaram para a possibilidade de uso de máscaras de Halloween para esconder a identidade de pessoas envolvidas em atos de violência. Folhapress





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