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Relatório aponta que morte de JK pode ter sido assassinato durante ditadura militar; confira

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Foto: Reprodução
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Um relatório elaborado pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek pode ter sido assassinado durante a ditadura militar brasileira, contrariando a versão oficial que aponta morte em um acidente automobilístico ocorrido em 1976.


Segundo a investigação, JK teria sido vítima de uma ação criminosa e não apenas de uma colisão na rodovia Via Dutra, no trecho próximo a Resende, em 22 de agosto de 1976.


Na época, o ex-presidente viajava em um Chevrolet Opala conduzido pelo motorista Geraldo Ribeiro. A versão oficial afirma que o veículo se envolveu em uma batida leve com um ônibus, perdeu o controle, invadiu a pista contrária e bateu de frente com um caminhão. JK e o motorista morreram no local.


O relatório foi elaborado pela relatora Maria Cecília Adão, mas os detalhes da nova análise ainda não foram divulgados oficialmente. De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, o documento segue em avaliação pelos membros da comissão e ainda não passou por votação definitiva.


A investigação foi reaberta após pedido apresentado por Gilberto Natalini, ex-presidente da Comissão da Verdade Municipal de São Paulo, e pelo jornalista Ivo Patarra. O caso voltou a ser discutido pela comissão após sua reinstalação em 2024.


Segundo nota divulgada pela comissão, o relatório reúne documentos já públicos e outros elementos produzidos durante as novas apurações. O órgão informou ainda que os familiares de JK serão comunicados antes da votação final sobre o reconhecimento oficial do caso.


Durante a ditadura militar, JK foi considerado perseguido político do regime. O então presidente Humberto de Alencar Castelo Branco cassou seus direitos políticos por cerca de dez anos após o golpe militar de 1964. Naquele período, Juscelino era visto como favorito para disputar novamente a Presidência da República.


A Comissão Nacional da Verdade, em 2014, manteve a tese de acidente automobilístico, mas outras entidades e pesquisadores continuaram questionando as circunstâncias da morte do ex-presidente. g1


 
 
 

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