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Roubo de carro não para, mais de 52 mil unidades roubadas até setembro

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
23 de dez. de 2021
4 min de leitura

Apesar que desde começos do ano passado a circulação de pessoas tenha se reduzido drasticamente, os acidentes e a insegurança no país não deram trégua numa população que, no entanto, tem que lidar com a crise sanitária, desemprego e até um importante incremento da fome no Brasil: de acordo com o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 (VIGISAN) desenvolvido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, mais de 116 milhões de pessoas convivem com algum grau de insegurança alimentar e, dentre eles, 19 milhões de brasileiros passam fome.


Até parece que a gente estivesse mudando de tema, mas tudo tem a ver com tudo. É bem sabido que a falta de emprego e problemas para cobrir as necessidades básicas como moradia e alimentação acabam puxando à parte da população para posições extremas que logicamente se refletem nos valores e estatísticas de insegurança.


Estas circunstâncias também causam prejuízo até para as famílias em melhores posições económicas, pois o incremento nos crimes aumenta o risco de sofrer perdas na propriedade. É só pensar nos roubos ou furtos de carros e o quanto isso poderia afetar no orçamento de uma família trabalhadora.


Roubo de carros não para


Lamentavelmente o nosso país ainda não tem uma “cultura da prevenção” suficientemente difundida, mas perante situações de risco como crimes ou acidentes torna-se sempre mais conveniente cotar e contratar um seguro de automóvel com cobertura para esses sinistros, do que ter que lamentar após a perda ter acontecido.


Os valores informados pelas diversas Secretarias de Segurança Pública de cada estado são elevados demais, e preocupam tanto às autoridades responsáveis pela redução dos crimes quantos aos cidadãos que têm que lidar com esse perigo diariamente.


Para ter uma ideia, até o mês de setembro de 20201, apenas no Estado de São Paulo 52.828 veículos foram roubados ou furtados. Como sempre, são as cidades mais populosas que registram os maiores níveis de criminalidade.


No Rio de Janeiro, por exemplo, a tendência de alta de roubos vem se manifestando desde abril deste ano, período no qual foram roubados 259 veículos, 14% a mais do que os denunciados no mesmo mês do ano anterior, em maio o incremento foi de 26%, e em agosto os roubos ou furtos dispararam de 1.791 casos em 2020 para 2.110 em 2021.


A diminuição deste tipo de crimes é excepcional, mas acontece. Trata-se, por exemplo, do caso do Distrito Federal – Brasília, que tem desenvolvido um conjunto de políticas mediante o programa DF Mais Seguro. Segundo o monitoramento, o furto de veículos caiu 6,5% se comparado com 2020.


Quais são os carros mais roubados em 2021?


Os percentuais e valores de criminalidade são importantes, e não apenas pelos organismos públicos, mas também para o setor privado. Assim, por exemplo, se uma pessoa está interessada em comprar um carro, além de levar em conta o preço dele, características de conforto e segurança, etc. também precisa considerar se o veículo escolhido é alvo frequente para roubos e furtos. Para isso, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), órgão do Ministério da Economia, disponibiliza o Índice de Veículos Roubados (IVR).


Esse índice é obtido mediante a divisão entre o número de sinistros ocorridos (roubos ou furtos) e o número de carros expostos (com cobertura de seguro) na região onde os sinistros ocorreram.


Para isso, a Susep utiliza as apólices vigentes e os sinistros ocorridos de acordo ao informado pelo mercado segurador no último envio semestral dos dados de seguro de automóveis. Apenas são considerados os modelos que possuem, pelo menos, cinco mil unidades com seguro no Brasil. Confira a lista:

  1. Peugeot 307: para 6.922 unidades seguradas registra 1,488% de roubos ou furtos.

  2. Fiat Siena: para 26.197 unidades seguradas registra 1,336% de robos ou furtos.

  3. Fiat Mobi: para 42.050 unidades seguradas registra 1,315% de roubos ou furtos.

  4. Fiat Bravo: para 7.907 unidades seguradas registra 1,239% de roubos ou furtos.

  5. Chevrolet Captiva: para 10.747 unidades seguradas 1,135% de roubos ou furtos.

  6. Volkswagen Amarok: para 31.173 unidades seguradas 1,110% de roubos ou furtos.

  7. Fiat Palio Weekend: para 39.633 unidades seguradas 1,103% de roubos ou furtos.

  8. Fiat Linea: para 10.073 unidades seguradas, 1,102% de roubos ou furtos.

  9. Mercedes-Benz Sprinter: para 10.242 unidades seguradas 1,064% de roubos ou furtos.

  10. Renault Master: para 9.982 unidades seguradas 1,052% de roubos ou furtos.

Este índice elaborado pela Susep, como já foi dito, não reflete de maneira absoluta quais são os veículos mais roubados no país, mas sim, quais deles apresentam a maior probabilidade (percentual) no comparativo entre unidades seguradas do mesmo modelo e unidades roubadas dele.


É claro que essa é uma avaliação nacional e que as estatísticas podem mudar se a análise é feita sob cada região ou estado. Em São Paulo, por exemplo, o ranking de modelos mais roubados é liderado pelo Volkswagen Gol (registrando 4.485 unidades roubadas), seguido do Fiat Uno (com 3.507 unidades) e o Chevrolet Onix (com denúncias de roubo de 3.066 unidades).


Os roubos se refletem no preço dos seguros


Agora, quem está na procura por um carro novo precisa analisar essas estatísticas, pois o valor da sua apólice irá depender disso. Acontece que as companhias seguradoras utilizam diversos aspectos na hora de conformar o preço de um seguro, principalmente características que fazem com que exista maior probabilidade ter que indenizar ao cliente.


É por isso que, se um carro estiver no top dos modelos mais visados para este tipo de crimes, é bem provável que a sua cobertura registre incrementos nos seus valores.


É o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Nessa cidade, por causa de dois fatores, como a alta de roubos e a queda de recuperação dos veículos, o Sindicato das Seguradoras RJ/ES (Sindseg) comunicou que é de se esperar ajustes de preços dos seguros.

Fonte: Correio24horas.

 
 
 

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