Sem acusação de genocídio, relatório da CPI da Covid pede indiciamento de Bolsonaro por 9 crimes


Relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) propõe o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de outras 65 pessoas, além de duas empresas. O texto foi registrado na manhã desta quarta-feira (20/10) no colegiado do Congresso.
Segundo o portal G1, três filhos do presidente e ministros, ex-ministros, deputados federais e empresários também estão na lista dos pedidos de indiciamento. Renan vai ler o relatório em sessão que ocorre neste momento.
O relatório chegou à versão final depois de debates, desde o início da semana, com demais integrantes da cúpula da CPI. Antes do relatório final, foram apresentadas duas minutas.
Um texto preliminar vazou à imprensa na última terça-feira (19/10) gerou divergências entre integrantes do colegiado. À noite, no mesmo, dia, uma reunião selou o acordo final.
No caso de Bolsonaro, o relator pede indiciamento por 9 crimes: • epidemia com resultado morte; • infração de medida sanitária preventiva; • charlatanismo; • incitação ao crime; • falsificação de documento particular; • emprego irregular de verbas públicas; • prevaricação; • crimes contra a humanidade; • crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo)
Inicialmente, o relatório também pedia que Bolsonaro fosse indiciado pelos crimes de homicídio e genocídio indígena. No entanto, na reunião da última terça, os senadores decidiram retirar esses itens, que eram pontos de divergência entre Renan e os parlamentares.
DEMAIS PEDIDOS DE INDICIAMENTO
Também foi pedido o indiciamento de três filhos de Bolsonaro, quatro ministros, dois ex-ministros e cinco deputados federais.
Renan quer o indiciamento também de empresários, médicos e blogueiros. O relator identificou, ao longo de 1.180 páginas, o cometimento de mais de 20 crimes.
VEJA A LISTA COMPLETA:
MINISTROS
• Marcelo Queiroga (Saúde): epidemia com resultado morte e prevaricação • Onyx Lorenzoni (Trabalho): incitação ao crime e crime contra a humanidade • Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União): prevaricação • Braga Netto (Defesa): epidemia com resultado morte
EX-MINISTROS • Eduardo Pazuello (Saúde): epidemia com resultado morte, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação, comunicação falsa de crime e crime contra a humanidade • Ernesto Araújo (Relações Exteriores): epidemia com resultado morte e incitação ao crime
FILHOS • Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP): incitação ao crime • Carlos Bolsonaro, vereador (Republicanos-RJ): incitação ao crime • Flávio Bolsonaro, senador (Patriota-RJ): incitação ao crime
DEPUTADOS • Ricardo Barros (PP-PR): incitação ao crime, advocacia administrativa, formação de organização criminosa e improbidade administrativa • Bia Kicis (PSL-DF): incitação ao crime • . Carla Zambelli (PSL-SP): incitação ao crime • . Osmar Terra (MDB-RS): incitação ao crime e epidemia culposa com resultado morte • . Carlos Jordy (PSL-RJ): incitação ao crime •
EMPRESÁRIOS • Carlos Wizard: epidemia com resultado morte e incitação ao crime • Luciano Hang: incitação ao crime • Otávio Fakhoury: incitação ao crime • Francisco Emerson Maximiano: falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual, fraude em contrato, formação de organização criminosa e improbidade administrativa • Marcos Tolentino: fraude em contrato, formação de organização criminosa e improbidade administrativa • Raimundo Nonato Brasil: corrupção ativa e improbidade administrativa • Fernando Parrillo: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença falsidade ideológica, crime contra a humanidade • Eduardo Parrillo: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença falsidade ideológica, crime contra a humanidade
MÉDICOS E LIGADOS À SAÚDE • Nise Yamaguchi: epidemia com resultado morte • Paolo Zanotto: epidemia com resultado morte • Luciano Dias: epidemia com resultado morte • Mauro Luiz de Brito Ribeiro: epidemia com resultado morte • Pedro Benedito Batista Junior: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade ideológica, crime contra a humanidade • Daniella de Aguiar Moreira da Silva: homicídio simples • Paola Werneck: perigo para a vida ou saúde de outrem; • Carla Guerra: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade; • Rodrigo Esper: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade; • Fernando Oikawa: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade; • Daniel Garrido Baena: falsidade ideológica; • João Paulo F. Barros: falsidade ideológica; • Fernanda de Oliveira Igarashi: falsidade ideológica; • Flávio Cadegiani: crime contra a humanidade
ASSESSORES E EX-ASSESSORES • Elcio Franco: epidemia com resultado morte e improbidade administrativa; • Mayra Pinheiro: epidemia com resultado morte, prevaricação e crime contra a humanidade; • Roberto Dias: corrupção passiva, formação de organização criminosa e improbidade administrativa; • Airton Soligo: usurpação de função pública; • Arthur Weintraub: epidemia com resultado morte • Roberto Goidanich: incitação ao crime; • José Ricardo Santana: formação de organização criminosa; • Fábio Wajngarten: prevaricação e advocacia administrativa • Marcelo Blanco: corrupção ativa • Filipe Martins: incitação ao crime • Tercio Arnaud Tomaz: incitação ao crime
OUTROS • Emanuela Medrades: falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual, formação de organização criminosa e improbidade administrativa • Túlio Silveira: falsidade ideológica, uso de documento falso, improbidade administrativa • Danilo Trento: fraude em contrato, formação de organização criminosa, improbidade administrativa • Andreia da Silva Lima: corrupção ativa e improbidade administrativa • Carlos Alberto Sá: corrupção ativa e improbidade administrativa • Teresa Cristina Reis de Sá: corrupção ativa e improbidade administrativa • Marconny Nunes Ribeiro: formação de organização criminosa • Allan dos Santos: incitação ao crime • Oswaldo Eustáquio: incitação ao crime • Richards Pozzer: incitação ao crime • Leandro Ruschel: incitação ao crime • Roberto Goidanich: incitação ao crime • Bernardo Kuster: incitação ao crime • Roberto Jefferson: incitação ao crime • Paulo Eneas: incitação ao crime • Cristiano Carvalho: corrupção ativa • Luiz Paulo Dominghetti: corrupção ativa • Rafael Francisco Carmo Alves: corrupção ativa • José Odilon Torres: corrupção ativa. Aratu Online.




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