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'Sem filhos e cor branca': loja é acusada de racismo e misoginia nas redes sociais após exigências em anúncio de emprego - Em Caetité/BA

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
27 de jan. de 2024
2 min de leitura

Foto: Reprodução/Redes Sociais/G1 BA


Uma loja causou polêmica nas redes sociais após as exigências solicitadas em um anúncio de oportunidade de emprego na quinta-feira (25), no município de Caetité, no sudoeste do estado.


Na publicação, que já foi apagada, o estabelecimento informa que precisa de uma funcionária "solteira, sem filhos, que se declare expressivamente de cor branca e seja dócil e gentil". As exigências para a vaga ainda incluía idade mínima de 18 anos e ensino médio completo.


Em poucas horas a postagem viralizou e internautas se revoltaram com a publicação. Nos comentários, pessoas comentaram que consideraram a exigências impostas para a vaga de emprego como racista e misógina.


O Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de Caetité se pronunciou e emitiu uma nota de repúdio. O comunicado diz que a pasta recrimina "qualquer ato ou ação de intolerância, discriminação, preconceito ou quaisquer outros atos que atentem contra a honra e dignidade humana".


Após a grande repercussão negativa do caso, um dos filhos do empresário se pronunciou e mostrou-se contra a atitude do pai.


Alan Vinícius Ribeiro lamentou o episódio e afirmou que ele, o irmão e a mãe discordam da prática.


“Não temos nada a ver com a conduta do meu genitor. Nos responsabilizamos tão somente por nossos atos e rogamos para que as medidas cabíveis sejam tomadas a fim de que práticas como essa não se repitam”, escreveu.


Nota de pronunciamento Prefeitura de Caetité


Diante do fatídico caso de racismo, misoginia e machismo praticado por lojista da cidade de Caetite-BA, ao anunciar vaga de emprego para o seu estabelecimento em sua redes sociais, o Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial de Caetite, vem a publico repudiar todo e qualquer ato ou ção de intolerância, discriminação, preconceito, ou quaisquer outros atos que atentem contra a honra e dignidade da pessoa humana, bem como para reafirmar o seu compromisso com a promoção da igualdade racial, zelando pela defesa do povo Caetiteense e pelo enfrentamento de toda forma de intolerância ou tentativa de supremacia racial praticada contra quem quer que seja.


O Estado Democrático de Direito não comporta esse tipo de ataque, objetivando sempre a reprovação e prevenção dos crimes, especialmente os crimes de racismo e de injuria racial, notadamente porque são crimes que atingem, direta ou indiretamente, uma coletividade indeterminada de indivíduos.


Discursos e postagens conforme veiculam nas redes sociais só reforçam a necessidade de continuarmos conclamando nossa sociedade a refletir sobre os fundamentos e os princípios que norteiam a nossa Republica, que vão na contramão de qualquer ato de intolerância, racismo, discriminação ou preconceito.


Este Conselho estará de pé e atuante frente ao caso supramencionado, tomando todas a medidas legais e cabíveis para que a justiça seja feita e o culpado seja punido, seremos sempre contrários às praticas discriminatórias, enfileirando-nos em defesa dos direitos constitucionalmente resguardados.



 
 
 

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