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Sergio Moro assina parecer favorável a bilionário israelense em disputa com a Vale.

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
9 de dez. de 2020
2 min de leitura

O ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública e ex-juiz federal, Sergio Moro, assinou um parecer favorável ao bilionário israelense Benjamin Steinmetz. O trabalho marca sua estreia no setor privado.


De acordo com o blog de Fausto Macedo, Steinmetz já foi investigado por suspeita por corrupção e quer provar que a mineradora sabia dos riscos do contrato de exploração de uma mina na Guiné quando fechou um negócio com uma de suas empresas em 2010.


No parecer, Moro sustenta a tese de que a Vale teria ocultado os riscos envolvidos no negócio. Steinmetz quer provar que a mineradora deu informações falsas ao tribunal arbitral em Londres em que a empresa brasileira conseguiu uma sentença favorável de US$ 2 bilhões contra o israelense.


A Vale comprou de Steinmetz 51% da BSG Resources (BSGR), que possui licenças de exploração de minério de ferro em uma transação de US$ 2,5 bilhões. A Vale pagou US$ 500 milhões antecipadamente ao empresário israelense.


Um ano após o negócio, o presidente eleito da Guiné, Alpha Condé, revisou todas as concessões de exploração de minérios de governos anteriores. A investigação no país africano encontrou indícios de suborno na concessão das minas a Steinmetz, em 2008, quando o país era governado por Lansana Conté, um militar que deu um golpe de estado que durou 24 anos.


Assim, a Vale buscou reparação na corte arbitral de Londres, que acolheu os argumentos da mineradora brasileira. Além do parecer de Moro, Steinmetz contratou o jurista Pedro Serrano. Tanto o parecer de Moro quanto o de Serrano foram sustentados em informações públicas sobre o negócio, documentos, o testemunho de Steinmetz e informações levantadas pela empresa israelense de investigação Black Cube. Foto/Fonte:Agência Brasil.

 
 
 

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