Tribunal de Justiça do Rio decide manter júri popular para acusados de matar Marielle.


O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu, nesta terça-feira (9/2), manter o júri popular para o policial reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio de Queiroz, acusados do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018.
A decisão do júri popular foi determinado em primeira instância, em março de 2020, porém, as defesas dos réus recorreram. Já na segunda instância, a decisão pelo júri popular foi unanimidade entre os três desembargadores.
Para a defensora pública do estado, Cláudia Taranto, as provas coletadas na investigação mostram muitos indícios de autoria do crime. “Nessa fase, não se discute prova. Caberá à soberania do júri decidir sobre o que está sendo falado aqui”, disse ela. Os desembargadores também consideraram que as provas colhidas no processo trazem indícios da participação ativa dos réus no crime.
A data do julgamento através do júri popular ainda não foi definida. Durante o processo, os participantes do júri não podem conversar sobre o caso com ninguém, e decidirão, ao fim do julgamento, se os réus devem ser condenados ou não. Caso haja a condenação, o juiz que conduz o caso dará a sentença, com base na legislação penal.
Apesar de Ronnie e Élcio terem sido denunciados como autores das duas execuções, ainda não se sabe quem foram os mandantes do crime. O Ministério Público do Rio continua investigando o caso. Foto:VEJA.




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