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Tóquio registra recorde de infecções e governo alarga medidas no país.

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
5 de ago. de 2021
2 min de leitura

As medidas, que afetam sobretudo bares e restaurantes, aplicam-se a mais oito prefeituras do norte, centro e oeste, onde foi elevado o nível de alerta sanitário.


No entanto, as autoridades não declararam nessas prefeituras o estado de emergência, em vigor em Tóquio e noutras cinco regiões do país até 31 de agosto.


Quase metade das 47 prefeituras do Japão estão atualmente sob algum tipo de alerta sanitário devido à aceleração do contágio que tem sido observada em todo o país desde meados de julho.


O novo recorde de infecções na capital japonesa é o segundo consecutivo, depois de na quarta-feira as autoridades sanitárias terem registrado 4.166 casos. Os casos adicionais elevaram o total para 236.138 infecções em Tóquio.


A nível nacional, o Japão registrou mais de 14.000 casos na quarta-feira, num total de 970.460, com pelo menos 15.228 mortes desde o início da pandemia.


"As infecções estão se alastrando a um nível sem precedentes na área metropolitana e em outros locais", disse o primeiro-ministro, Yoshihide Suga, citado pela agência Kyodo, no final de uma reunião do comitê consultivo de peritos de saúde do Governo.


Suga disse que a variante Delta está aumentando no Japão e é já responsável por cerca de 90% dos casos em Tóquio, com o resto do país também com níveis elevados desta alteração do vírus SARS-CoV-2, considerada mais infecciosa.


"Com o aumento dos infectados, o número de doentes em estado grave está também subindo", alertou o primeiro-ministro.


O ministro responsável pela resposta à pandemia no Japão, Yasutoshi Nishimura, disse que o número de doentes com Covid-19 em estado grave duplicou no país nas últimas duas semanas, colocando o sistema de saúde sob tensão.


Face à pressão sobre o sistema de saúde, o Governo decidiu esta semana que os doentes com covid-19 com sintomas moderados ficam isolados em casa, em vez de serem tratados em hospitais.


O plano visa destinar camas hospitalares quase exclusivamente para os doentes com sintomas graves, ou em risco de os desenvolver, e marca uma grande mudança na política, numa altura em que os novos casos na capital mais do que triplicaram desde o início dos Jogos Olímpicos, em 23 de junho.


O primeiro-ministro tem sido criticado por ter insistido em organizar os Jogos Olímpicos apesar das reservas da população devido à Covid-19, mas tem negado que haja uma relação entre o evento e o aumento de casos.


As autoridades de cada prefeitura são responsáveis por aplicar as medidas que considerem necessárias para conter o contágio, embora na maioria dos casos se concentrem em limitar os horários de abertura dos bares, restaurantes e bares de karaoke e em proibir a venda de álcool. Noticias ao Minuto.

 
 
 

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