Uso de drogas aumenta no Brasil e maconha registra alta significativa; confira
- Vandinho

- 23 de mar.
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A utilização de substâncias ilegais no Brasil aumentou aproximadamente 80% nos últimos 11 anos, impulsionada principalmente pelo uso da maconha, enquanto drogas como cocaína e crack permaneceram estáveis nesse intervalo.
Essas informações são extraídas do 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo o estudo, ocorreram alterações significativas no perfil dos usuários no Brasil. A porcentagem de brasileiros que já utilizaram substâncias ilegais aumentou de 10,3% em 2012 para 18,7% em 2023. Além disso, o uso recente — contabilizado no último ano que antecedeu a pesquisa — quase dobrou, aumentando de 4,5% para 8,1% da população.
Atualmente, aproximadamente 20% da população brasileira já experimentou alguma forma de substância ilícita uma vez na vida, o que totaliza milhões de indivíduos. A principal responsável por esse aumento é a maconha, que continua a ser a droga ilegal mais utilizada no Brasil.
Mais de 28 milhões de pessoas no Brasil já tiveram contato com a substância, representando um aumento que se duplicou em pouco mais de dez anos. Estudos revelam que 70% da população adulta acredita que é simples conseguir maconha no país, o que contribui para o crescimento do seu uso.
Nesse período, substâncias como cocaína e crack não registraram o mesmo aumento, mantendo uma certa constância ao longo do tempo — ainda que continuem ligadas a situações mais severas de dependência e fragilidade social.
Um fator que se destaca é a alteração no perfil dos usuários. O aumento foi especialmente pronunciado entre o público feminino, em particular entre as mais jovens. No grupo das mulheres adultas, o consumo mais que triplicou na última década, sugerindo uma mudança de comportamento que preocupa os especialistas.
O estudo também revela o crescimento do consumo de drogas sintéticas e alucinógenas no Brasil, indicando um mercado que se tornou mais variado e intrincado. O uso de ecstasy, por exemplo, quase atingiu três vezes mais no período avaliado.
O estudo se fundamentou em entrevistas com mais de 16 mil indivíduos em diversas regiões do país, assegurando uma amostra representativa a nível nacional e possibilitando a comparação dos resultados com pesquisas anteriores feitas em 2006 e 2012.





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