Vorcaro e ex-presidente do BRB entram em contradição e divergem em acareação do caso Master
- Vandinho

- há 39 minutos
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O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco Regional de Brasil, Paulo Henrique Costa, entraram em contradição e divergiram durante a acareação do caso do Banco Master.
A falta de consenso entre os dois empresários foi relacionada acerca das tratativas entre as duas instituições para comercialização de créditos.
A investigação apura a respeito da intermediação da empresa Tirreno para o repasse de R$ 12 bilhões.
“Anunciamos que faríamos vendas de originadores terceiros. Não me lembro, naquela ocasião, sequer do nome Tirreno. A conversa era sobre um novo formato de comercialização”, disse o dono do Banco Master.
No entanto, o ex-presidente do BRB negou que estava ciente dos ativos de origem no próprio Master. Paulo Henrique disse que depois surgiram dúvidas sobre o tema.
“O entendimento que eu coloquei é que eram carteiras originadas pelo Master, negociadas com terceiros, e que o Master estava recomprando e revendendo para a gente".
Vorcaro rebateu Costa e afirmou que não sabia da informação da revenda.
“Não tinha essa informação de serem revendidas”, rebateu Vorcaro.
A divergência foi obtida durante o confronto de versões conduzido pela Polícia Federal e divulgada inicialmente pelo G1. As apurações analisam ainda o auxílio irregular ao Banco Master em meio a dificuldades de liquidez.
Vorcaro revelou ainda que comunicou ao BRB, durante as negociações, uma mudança no modelo de negócios do Master, com a venda de carteiras originadas por terceiros, sem referência específica à Tirreno.
O executivo disse também não ter conhecimento, naquele momento, de que os papéis vendidos eram da empresa, que posteriormente se mostraram desvalorizados.
“Na verdade a gente anunciou que a gente faria vendas naquela ocasião de originadores terceiros. A Tirreno, nem eu mesmo sabia naquela ocasião, se eu não me engano, que existiu o nome Tirreno. Acho que a gente chegou a conversar por algumas vezes que a gente começaria um novo formato de comercialização, que seria de terceiros, carteiras originadas por terceiros e não mais originação própria”, declarou. BN








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