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Índia entra em estado de emergência em surto do vírus letal Nipah e deixa 100 pessoas em quarentena

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 28 de jan.
  • 2 min de leitura
Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock

A Índia entrou em alerta após a notificação de um surto do vírus letal Nipah no estado de Bengala Ocidental. Até o momento, cinco casos foram registrados, todos envolvidos médicos e enfermeiros ligados a um mesmo hospital.


Quase 100 pessoas foram orientadas a cumprir quarentena, e os pacientes estão sendo tratados em Calcutá, capital do estado. Um deles está em estado crítico, segundo informou o departamento de saúde local.

 

O vírus Nipah (NiV) circula principalmente entre morcegos do gênero Pteropus, que se alimenta de frutas, mas pode ser transmitido a outros animais e a humanos por meio de alimentos contaminados ou pelo contato direto entre pessoas.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infecção pode se manifestar de diferentes formas, desde doenças respiratórias até encefalite — inflamação no cérebro, que pode ser fatal.

 

No Brasil, não há nenhum alerta ou registro de doença até o momento. A infectologista Kamilla Moraes, da UPA Vila Santa Catarina, unidade pública gerenciada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que, apesar do risco global, não há motivo para alarme imediato no país.


"Atualmente não temos nenhum alerta sobre o vírus no Brasil. É importante sempre estarmos atentos aos surtos internacionais. No cenário de globalização, existe sempre um risco de transmissão. Mas no momento não temos nenhum alerta ou casos no país", afirmou.

 

Os sintomas iniciais do vírus Nipah geralmente incluem febre, dor de cabeça, mialgia (dor muscular), vômitos e dor de garganta. Em alguns casos, podem surgir tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda. Há também relatos de pneumonia atípica e problemas de infecções graves, incluindo doenças agudas.

 

Nos quadros mais severos, a encefalite e as convulsões podem evoluir rapidamente para o coma em 24 a 48 horas. O período de incubação costuma variar de 4 a 14 dias, mas já houve registros de até 45 dias. A taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade local de vigilância epidemiológica e atendimento médico.

 

Atualmente, não existem medicamentos ou vacinas específicas contra a infecção pelo vírus Nipah. A OMS classifica o agente como uma das doenças prioritárias para o seu Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento. O tratamento disponível é baseado em cuidados intensivos de suporte, específicos principalmente para o manejo de complicações respiratórias graves e neurológicas. g1


 
 
 

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